Vídeo meu sobre o assunto – 15/02/2026
Resumo da IA Perplexity:
⚠️ A cientista brasileira Tatiana Coelho de Sampaio, professora da UFRJ, desenvolveu a polilaminina, uma proteína extraída da placenta humana que regenera neurônios danificados na medula espinhal, permitindo que seis tetraplégicos recuperassem movimentos e andassem após quase 30 anos de pesquisa.
👇 Quem é
Tatiana, bióloga,59 anos, UFRJ, lidera Laboratório no Instituto de Ciências Biomédicas. Mãe de dois filhos e acolhedora de uma jovem órfã, ela dedicou 25-30 anos à pesquisa, estudou em vários países e evita redes sociais para focar na “vida real”, dormindo apenas 6 horas por noite. Seu time de 15 pessoas é cotado para o Nobel de Medicina.
📚 O Que é a Polilaminina
Essa molécula experimental atua como “cola biológica”, estimulando a reconexão de axônios rompidos na medula, algo considerado irreversível pela medicina tradicional. Extraída de proteínas placentárias, é injetada no local da lesão para regenerar circuitos nervosos e restaurar mobilidade e sensibilidade. Diferente de terapias paliativas, ela ataca a causa neural, com testes em humanos mostrando ganhos em braços, pernas e tronco.
🤜 A pesquisa começou há quase três décadas, com testes iniciais mostrando recuperação parcial de movimentos. Investimento de R$ 30 milhões é preciso para produção em escala e aprovação final.
⚠️ Resultados
Seis tetraplégicos com lesões graves recuperaram movimentos voluntários: Luiz Fernando Mozer (motocross) sentiu sensibilidade em 48h e contraiu músculos; outro de 35 anos mexeu o pé; Bruno Drummond de Freitas (31 anos) voltou a andar, dançar e dirigir cadeira de rodas; Diogo Barros Brollo mexeu o pé; Ruana Cruz (atleta paralímpica) praticou esportes adaptados; e um jovem de 24 anos de cachoeira melhorou. Fisioterapia intensiva pós-aplicação acelerou ganhos, devolvendo independência.
🤔 Situação Atual e Futuro
O tratamento experimental, pendente de fases regulatórias da Anvisa para uso amplo, já reacende esperança global para milhões com paralisia por acidentes ou violência.
🙏 E sim: é verdade que a laminina (e sua forma polimerizada, a polilaminina) estudada por Tatiana Sampaio tem estrutura molecular que lembra uma cruz.
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No dia 26/02, realizei uma consulta a uma ferramenta de IA para compreender a situação atual e as discussões sobre o uso do método científico. Solicitei que a IA respondesse ao seguinte questionamento:
“Explique a polêmica envolvendo o uso compassivo da polilaminina e os questionamentos sobre a aplicação (ou não) do método científico na validação de seu uso.”
A reposta:
Polilaminina virou, em poucos meses, um caso‑escola de como esperança terapêutica, mídia, judicialização e ciência podem entrar em choque. A substância é, hoje, promissora e plausível biologicamente, mas com evidência clínica ainda muito incipiente. A polêmica central gira em torno de duas coisas:
1) o uso compassivo amplo e via decisões judiciais de algo que ainda está em fase 1, e
2) se o método científico está sendo respeitado ou atropelado — tanto na pesquisa quanto na forma de comunicar e usar o produto.
Abaixo, um panorama organizado.
1. O que é a polilaminina e em que fase está
- A polilaminina é um biomaterial derivado da laminina de placenta humana, proteína da matriz extracelular envolvida em adesão celular, crescimento axonal e plasticidade neural.[1][2]
- A ideia é criar, por polimerização, uma “rede” parecida com a da laminina embrionária, capaz de criar um microambiente que favoreça regeneração axonal na medula lesionada.[1][2]
- Há cerca de 25–30 anos de pesquisa pré‑clínica em modelos in vitro, roedores e cães paraplégicos, com resultados considerados consistentes quanto a regeneração e recuperação funcional em animais.[2]
Em humanos, foram divulgados:
- Um estudo acadêmico com 8 pacientes com lesão medular completa, tratados em fase aguda (até 72 h) com aplicação intramedular durante a cirurgia; segundo os pesquisadores, 75% tiveram alguma recuperação motora, contra cerca de 10% de recuperação espontânea descritos na literatura para esse tipo de lesão.[3][4][5]
- Relatos de casos e pequenas séries adicionais, fora de ensaios clínicos randomizados, inclusive por uso compassivo ou decisões judiciais, com melhora de sensibilidade e/ou movimento em alguns indivíduos.[6][3][7]
Do ponto de vista regulatório:
- Em 5 de janeiro de 2026, a Anvisa autorizou um estudo de fase 1 para avaliar somente segurança da aplicação intramedular em 5 pacientes com trauma raquimedular agudo completo (T2–T10, ≤72 h, com indicação cirúrgica).[1][8][9][10][11]
- A própria Anvisa enfatiza que, nesse momento, o estudo é insuficiente para avaliar eficácia, e que, se os dados de segurança forem favoráveis, só então poderão vir fases 2 e 3 para comprovar benefício clínico.[1][9]
Ou seja: cientificamente, a polilaminina está no início do desenvolvimento clínico em humanos (fase 1), mesmo já havendo casos humanos experimentais anteriores e séries piloto.
2. O que é “uso compassivo” no caso da polilaminina
O Programa de Uso Compassivo (PUC) da Anvisa permite que medicamentos novos, promissores e ainda sem registro sejam usados em doenças graves e debilitantes sem alternativas terapêuticas satisfatórias, dentro de critérios regulatórios específicos (dossiê técnico, responsabilidade da empresa, médico responsável, consentimento esclarecido, monitoramento de eventos adversos etc.).[12][13][9]
No caso da polilaminina:
- Há um programa de uso compassivo regulado, ligado ao laboratório Cristália, em que o medicamento é fornecido gratuitamente, com aplicação por equipe treinada e doses rigidamente controladas.[14][15]
- Paralelamente, há uma onda de judicialização: juízes federais têm concedido liminares determinando a inclusão de pacientes específicos no uso compassivo e a liberação rápida da substância, muitas vezes por entenderem que:
- o quadro é gravíssimo (tetraplegia/paraplegia recente, lesão completa),
- não há alternativa terapêutica efetiva,
- há uma janela terapêutica muito curta (idealmente até 72 horas, ou até 3 dias, para potencial maior de resposta antes da cicatrização medular).[12][16][17][3]
- Decisões de tribunais em SP, MG e outros estados mostram esse raciocínio: reconhecem o caráter experimental, exigem consentimento livre e informado, mas invocam o perigo de dano irreversível e a urgência como justificativa para intervir.[12][17][13][18]
Até fevereiro de 2026, notícias indicam:
- Dezenas de pedidos judiciais (≥57 solicitações), com pelo menos 24–28 pacientes já tendo recebido polilaminina fora de ensaio clínico formal.[5][15]
Esse uso fora de protocolo estruturado é o principal estopim da polêmica.
3. Como a polêmica explodiu: mídia, casos de sucesso e mortes
O caso ganhou enorme repercussão, em parte porque:
- Grandes veículos divulgaram reportagens falando em “reconectar a medula” e “devolver movimentos” a paraplégicos/tetraplégicos, com depoimentos de pacientes que voltaram a mexer pernas ou braços após aplicação.[3][19][2]
- Matérias televisivas e na internet destacam o dado de 75% de pacientes com alguma recuperação motora no estudo acadêmico inicial (6 de 8), comparado a cerca de 10% de melhora espontânea esperada na literatura, dando um tom de “avanço histórico”.[3][4]
- O tema viralizou: a pesquisadora líder acumulou milhões de interações em redes sociais em poucos dias, e relatos pessoais de melhora passaram a ser tratados pelo público como “prova de eficácia”.[20]
Ao mesmo tempo:
- Quatro pacientes que receberam polilaminina morreram recentemente, todos por uso via decisões judiciais; segundo a equipe, não há, até agora, evidência de nexo causal com a substância, mas o fato intensificou críticas e a cobrança por monitoramento rigoroso de eventos adversos.[3][21]
- Notícias apontam que, nos últimos 15 dias, três desses óbitos ocorreram em pacientes tratados por ordem judicial, reforçando a preocupação de entidades científicas com o uso fora de protocolos com monitoramento robusto.[21][22]
Esse cenário (casos de melhora divulgados como “milagres”, óbitos sob pouca transparência, avalanche de pedidos judiciais) é o pano de fundo da discussão sobre uso compassivo versus método científico.
4. Críticas centrais: método científico está sendo respeitado?
4.1. Nível de evidência disponível
Especialistas em medicina baseada em evidências têm ressaltado que:
- Os dados em humanos ainda se limitam a pequenas séries não randomizadas, sem grupo controle e a relatos de caso.[6][3][23]
- O próprio estudo com 8 pacientes, que respalda o número de 75% de melhora, não teve grupo controle, não foi randomizado e, em parte, nem chegou a ser publicado em revista revisada por pares quando começou a ser amplamente citado na mídia.[24][25][23]
- Há forte risco de:
- viés de seleção (quem foi incluído nos estudos iniciais e quem consegue judicializar);
- viés de publicação (casos positivos são amplamente divulgados, os neutros/negativos quase não aparecem);
- confusão por cointervenções (cirurgia, reabilitação intensiva precoce, variabilidade no tipo e nível da lesão etc.).[26][23]
Análises críticas independentes (como a do Prof. Dr. Wellington Lunz, UFES) classificam o nível de evidência atual como muito baixo, insuficiente para falar em “cura de paraplégicos/tetraplégicos”, mesmo reconhecendo plausibilidade biológica e resultados animadores em modelos animais.[23][27]
4.2. Judicialização e quebra do desenho de pesquisa
Entidades científicas e bioeticistas argumentam que o uso judicializado da polilaminina:
- Retira pacientes potenciais dos ensaios clínicos controlados, atrasando a geração de evidência robusta e podendo, paradoxalmente, atrasar o acesso amplo e seguro à terapia.[26][28][21]
- Fragmenta o acompanhamento: aplicações por ordem judicial muitas vezes não estão ligadas formalmente ao protocolo de pesquisa, e nem sempre há obrigação de reportar sistematicamente eventos adversos ou resultados à equipe científica.[29][21]
- Obriga pesquisadores a acompanhar casos dispersos, sem padronização de tempo de aplicação, critérios de inclusão e reabilitação, o que “desorganiza” a pesquisa e compromete o rigor metodológico.[26][29]
Há editoriais de SBPC e ABC afirmando que:
- Questionamentos sobre evidências científicas devem ocorrer em fóruns técnicos, com revisão por pares e transparência metodológica, não via mídia e decisões judiciais casuísticas.[30][31][20]
- Relatos isolados não podem ser tratados como “prova de eficácia”; é preciso completar as etapas formais de ensaios clínicos.[30][32]
4.3. Proposta de seguir sem grupo controle
A polêmica aumentou quando, em entrevistas recentes (ex.: Roda Viva), a pesquisadora líder cogitou realizar fases posteriores do estudo sem grupo controle, alegando dificuldades éticas em negar a substância a pacientes e possível “revolta da polilaminina”.[5][33][34]
- A comunidade científica reagiu mal, porque ensaios sem grupo controle para um medicamento novo e experimental fogem do padrão metodológico recomendado e reduzem drasticamente a capacidade de inferir causalidade (se a melhora foi devida à polilaminina, à cirurgia, à fisioterapia, ao curso natural etc.).[5][33]
- A própria pesquisadora reconhece que a repercussão midiática “extrapolou o ritmo habitual da ciência” e que o excesso de pedidos de uso compassivo tem atrapalhado o andamento regular da pesquisa.[5][33]
Para entidades como SBPC e ABC, esse tipo de flexibilização metodológica, motivada por pressão social e midiática, colide com o núcleo do método científico em pesquisa clínica: comparação adequada, controle de vieses, reprodutibilidade e transparência dos critérios.[30][37]
4.4. Letramento científico e confiança pública
Outro eixo de crítica é o dano potencial ao letramento científico da população:
- Editorial na Revista Questão de Ciência compara o “hype” em torno da polilaminina a episódios anteriores (fosfoetanolamina, ivermectina, cloroquina etc.), ressaltando que, embora a polilaminina seja muito mais plausível biologicamente, o efeito na cultura científica pode ser semelhante: promessa precoce, expectativas infladas, e possível frustração se os ensaios clínicos posteriores não confirmarem o “milagre”.[27][35]
- Lembra‑se que, estatisticamente, apenas cerca de 15% das terapias que entram em fase 1 chegam a se mostrar efetivamente seguras e eficazes até o fim do pipeline clínico.[27]
- Se a narrativa atual continuar superotimista e, mais adiante, os resultados forem menos impressionantes (ou surgirem problemas de segurança), o risco é reforçar a ideia de que “cientistas não sabem o que dizem”, corroendo a confiança pública em ciência e instituições.[27][32]
5. Ponto de vista dos pesquisadores e defensores do uso compassivo
Por outro lado, a própria equipe de pesquisa e muitos defensores do uso compassivo argumentam que:
- Há 30 anos de dados pré‑clínicos, com plausibilidade mecanística forte e resultados consistentes em modelos animais; não se trata de uma “vitamina da moda”, e sim de um biomaterial com embasamento neurobiológico.[2][25]
- Nas séries humanas iniciais, a taxa de melhora (mesmo que parcial) é muito superior à esperada historicamente para lesão medular completa, o que sugere um sinal de eficácia que não deve ser ignorado.[3][4]
- Os pacientes buscadores de uso compassivo típicos são pessoas com tetraplegia ou paraplegia recente, sem alternativa eficaz comprovada, com altíssimo impacto em qualidade de vida e forte risco de dano irreversível. Nesses contextos, consideram que o balanço ético risco/benefício pode justificar oferecer um tratamento experimental, desde que com transparência e consentimento esclarecido.[12][16][13][18]
- A própria Tatiana Sampaio reconhece que o uso fora de ensaio clínico é “cientificamente incorreto”, mas aponta o componente humano: familiares e pacientes sem outras opções pressionam pelo acesso, e juízes acabam decidindo caso a caso.[24][25]
O laboratório Cristália, em notas, enfatiza que:
- O fornecimento para uso compassivo é gratuito, que as doses são rigorosamente controladas e que qualquer comercialização da substância é ilegal, tentando evitar desvio ético/comercial do processo. [14][15]
A crítica de quem apoia esse uso é que a burocracia regulatória e a lentidão dos ensaios poderiam negar uma chance potencialmente única a pacientes em situação limítrofe; nesse raciocínio, o primum non nocere se combina com a necessidade de não “abandonar” pacientes à inexorabilidade da tetraplegia enquanto uma intervenção plausível existe.
6. Posição de sociedades científicas e conselhos
Diversas entidades se manifestaram recentemente:
- SBPC e ABC: cartas e editoriais conjuntos pedindo cautela, rigor técnico e distinção clara entre pesquisa experimental e tratamento consolidado; criticam o uso de relatos isolados como “prova” e alertam para o risco da judicialização desorganizar o desenvolvimento clínico. [30][31][20]
- Textos dessas entidades insistem que controvérsias metodológicas e de evidência devem ser tratadas nos fóruns científicos, com revisão por pares, governança da pesquisa e transparência de dados, e não por pressão da opinião pública e decisões judiciais atomizadas. [30][32]
- O COFFITO publicou nota reforçando o caráter estritamente experimental da polilaminina, sem registro sanitário, e lembrando que qualquer uso fora de pesquisa clínica aprovada não tem respaldo em evidência consolidada nem autorização regulatória para tratamento rotineiro.[36]
- O Senado anunciou audiência pública para discutir o uso da polilaminina, com convite a Anvisa, CFM, Academia Nacional de Medicina e outras instâncias, justamente porque a questão ultrapassou o domínio estritamente técnico e entrou no campo de política pública e regulação.[37]
Ainda não há, até o momento das reportagens consultadas, um parecer formal e detalhado do CFM com diretrizes específicas para a substância, mas a tendência é que conselhos profissionais se posicionem à medida que o debate avança. [37]
7. Em que medida o método científico está (ou não) sendo seguido?
Resumindo o ponto científico‑metodológico:
- Onde o método está sendo seguido
- Há um percurso razoavelmente clássico: longa fase pré‑clínica, dados em animais, submissão de dossiê à Anvisa, autorização de fase 1 focada em segurança, acompanhamento por comitês de ética e Boas Práticas Clínicas.[1][2][9]
- Do ponto de vista regulatório, o pipeline está, em tese, alinhado ao método científico padrão para desenvolvimento de fármacos e biomateriais.
- Onde há desvios ou tensões com o método científico
- Uso extensivo fora de ensaios formais (uso compassivo + liminares) sem padronização e monitoramento estruturado de dados — isso gera ruído e pouco acrescenta à evidência, além de atrapalhar o ensaio planejado. [26][29][21]
- Comunicação pública com tom de “quase certeza de que vai funcionar” e de “resultado técnico inquestionável”, quando a evidência disponível é, em padrão EBM, ainda de nível baixo.[4][25][23]
- Proposta, ainda que em debate, de fases posteriores sem grupo controle, o que contraria o padrão metodológico usual para validar eficácia de uma nova terapia.[5][33][34]
- Transformação de séries de casos em “prova” na percepção pública, alimentando expectativas desproporcionais e dificultando o entendimento correto de que se trata de hipótese promissora em teste, não de terapia comprovada. [30][27]
Em termos estritos, portanto, o método científico está presente no desenho regulatório e na intenção dos ensaios, mas é parcialmente contornado e distorcido pela combinação de:
- judicialização,
- pressão midiática e social,
- comunicação pouco calibrada do estágio de evidência,
- e tentativas de flexibilizar desenho de estudo em nome de demandas humanitárias.
8. Síntese crítica
- Cientificamente: polilaminina é uma terapia experimental com alta plausibilidade biológica e dados pré‑clínicos sólidos, mas ainda em fase 1 em humanos, sem ensaios controlados que permitam afirmar eficácia com grau de certeza compatível com medicina baseada em evidências. [1][6][9][23]
- Eticamente: o uso compassivo, previsto em norma, pode ser justificável em casos extremos sem alternativa terapêutica, desde que com consentimento informado, monitoramento rigoroso e articulação com a pesquisa formal. O problema surge quando esse uso se torna extensivo, judicializado e pouco monitorado.
- Metodologicamente: o maior risco não é usar polilaminina em si, mas usar demais, cedo demais e sem desenho adequado, o que pode:
- atrasar ou deturpar a própria geração de evidência robusta;
- prejudicar a capacidade de identificar riscos;
- e comprometer a confiança pública se as promessas atuais não se confirmarem.
Em outras palavras: a controvérsia não é se a polilaminina “presta” ou não, e sim como equilibrar esperança legítima e rigor científico. Há um consenso mínimo entre entidades sérias de que a molécula é promissora, que merece ser estudada com prioridade e que pacientes com lesão medular precisam desesperadamente de novas opções. A divergência está em quão rápido e sob quais condições transformar essa promessa em prática clínica — e até que ponto se pode flexibilizar o método científico sem corroer a própria base de confiança que permitirá, no final, dizer com segurança se a polilaminina funciona, para quem, quanto, com quais riscos e em que janelas.
Post meu sobre o assunto – 26/02/2026
👉POLILAMININA: quando a esperança de voltar a mexer braços e pernas esbarra no medo, na burocracia e no dogma científico.
🤔Os mesmos “especialistas” que, na pandemia, aceitaram produtos ainda experimentais para bilhões de pessoas agora levantam todas as barreiras contra uma substância que, em cenário extremo e sem opções, mostra um sinal consistente de benefício em lesão medular aguda. Faz sentido técnico, prático, ético e humano?
💪Alguns pontos:
- Décadas de pesquisa e dados iniciais em humanos sugerem um sinal de eficácia, com percentual de MELHORA BEM ACIMA do esperado historicamente em lesão medular completa.
- Ainda são poucos pacientes e a terapia segue em fase experimental. Precisamos de ensaios maiores e melhor desenhados, mas isso não impede discutir uso compassivo em pessoas “desenganadas”, com janela terapêutica curtíssima.
- O Programa de Uso Compassivo da Anvisa prevê uso de medicamentos novos e promissores em doenças graves, sem alternativa eficaz, com dossiê técnico, médico responsável, consentimento esclarecido e monitorização. No caso da polilaminina, há programa estruturado, gratuito, via empresa Cristália, com equipe treinada e controle de doses.
- Em qualquer tratamento experimental existirão não respondedores, eventos adversos e até óbitos. Se forem minoria, bem investigados e transparentemente reportados, isso não invalida a pesquisa nem o uso compassivo criterioso.
😉E o método científico “tradicional” / Medicina Baseada em Evidências (BEM)? Não se trata de rejeitá-los, e sim de criticar o uso rígido e seletivo.
Se exigíssemos ensaio duplo-cego para tudo, nem o amor de uma mãe pelo filho seria “aceito” – não há “estudos duplo-cegos randomizados, placebo-controlados e com grupo controle ou meta-análises” disso. E ninguém proporia um estudo assim jogando pessoas de avião sem paraquedas para “provar” que paraquedas funcionam. Há situações em que plausibilidade biológica, contexto e urgência são o que mais deve contar.
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O texto a seguir é a minha resposta ao “pedido de opinião” que vocês fizeram nas minhas redes sociais sobre a polêmica da laminina.
Quer dizer que os mesmos “cientistas” que aprovaram produtos experimentais para uso em toda a humanidade durante a pandemia, sem estudos científicos suficientes naquele momento ou comprovação clara e inequívoca de que funcionavam e eram seguros, agora são os que questionam a segurança e a adequação da POLILAMININA, que preliminarmente já provou que dá resultados para uso compassivo?
Que sentido, técnico, prático ou até mesmo ético e humano, faz isto?
Mais importa poder ajudar gente que possa até já ter “perdido as esperanças”, com alguma melhora, ou a defesa a qualquer custo do “método científico tradicional” ou da “medicina baseada em evidências” cristalizada?
Vamos aos FATOS?
- A Polilaminina FUNCIONA (os dados iniciais sugerem fortemente um sinal de eficácia, com porcentagem de melhora muito acima da esperada historicamente): a maioria dos pacientes tratados com ela, quer tenham sido os do estudo quer tenham sido os de fora de ensaios clínicos randomizados, inclusive por uso compassivo ou decisões judiciais, obtiveram alguma recuperação motora, com melhora de sensibilidade e/ou movimento.
- Ainda são poucos estudos e pacientes e ainda está em fase de testes mas, inequivocamente (os dados preliminares sugerem fortemente benefício e tornam pouco plausível que tudo se deva apenas à melhora espontânea), traz bons resultados, que, estatisticamente, muito dificilmente seriam atribuíveis a efeito placebo ou “melhora espontânea”.
- O Programa de Uso Compassivo (PUC) da Anvisa permite que medicamentos novos, promissores e ainda sem registro sejam usados em doenças graves e debilitantes sem alternativas terapêuticas satisfatórias, dentro de critérios regulatórios específicos (dossiê técnico, responsabilidade da empresa, médico responsável, consentimento esclarecido, monitoramento de eventos adversos etc.). No caso da polilaminina, há um programa de uso compassivo regulado, ligado ao laboratório Cristália, em que o medicamento é fornecido gratuitamente, com aplicação por equipe treinada e doses rigidamente controladas. Ou seja, por que tentar dificultar e criticar o acesso de pacientes já “desenganados” pela medicina convencional ao que tenha potencial real de benefício, ainda que em fase experimental, de ajudá-los?
- Todo tratamento/substância que ajuda a maioria também sempre terá alguns casos de insucesso e até de resultados ruins, e com a polilaminina não é diferente – sendo exceção e não “regra”, isto não denigre ou “condena” a terapêutica ou o medicamento. Esclarecendo: em qualquer tratamento experimental, é esperado que alguns pacientes não respondam ou tenham eventos adversos; os casos de insucesso ou óbito, se forem minoria e bem avaliados, não invalidam a investigação nem o uso compassivo criterioso.
- Estamos em uma época em que alguns, absurdamente, defendem que só é considerável medicina de qualidade ou útil o que atenda 100% aos critérios do “método científico tradicional” ou “medicina baseada em evidências (MBE)” rígidos, mas muito do que existe e tem valor simplesmente não pode ser julgado sob estes prismas; guardadas as devidas proporções alegóricas e apenas para servir de exemplo, vejamos 2 “situações”:
Quando uma mãe diz que ama o filho, o adepto do “método científico” e MBE talvez devesse rejeitar esta premissa e comunicar à sua genitora, uma vez que não é possível comprovar este sentimento subjetivo por estudos duplo-cegos randomizados placebo-controlados e com grupo controle ou meta-análises, restando apenas a “opinião de especialista” (a mãe, no caso, evidência de mais baixa relevância/confiabilidade) na questão;
O mesmo adepto de MBE e método científico também não deveria confiar em paraquedas como eficazes, uma vez que não é possível comprovar seu funcionamento por estudos duplo-cegos randomizados placebo-controlados e com grupo controle ou meta-análises, restando apenas a “opinião de especialista” (no caso, quem precisou usar e sobreviveu, evidência de mais baixa relevância/confiabilidade) na questão.
(Ou seja, MBE e método científico precisam de alguma flexibilidade, adaptações e aprimoramentos ou, de fato, simplesmente não “servem para tudo”?)
Entendam: não se trata de rejeitar o método científico ou a MBE, mas de reconhecer seus limites e evitar que sejam usados de forma rígida e seletiva, impedindo intervenções plausíveis em contextos extremos, como o da lesão medular aguda.
“A ciência não é um fim em si mesma: o fim dela é ajudar a humanidade” (Kátia Aguiar)
- Pode ser “científico” ter um “grupo controle” em todo bom estudo científico mas, no caso dos pacientes que mais se beneficiam com a polilaminina, seria ético, humano? Você acha adequado que, para fazer um “bom estudo”, parte das pessoas já sem esperança por terem condições graves de saúde (e desenganadas pela medicina convencional) receba substâncias sabidamente inócuas, sem efeito? Ou não seria mais adequado buscar “adaptar o método científico” quando surgem situações assim?
- Quando a burocracia e rigor técnico excessivo e inflexível atrasam ou obstaculizam o acesso das pessoas ao que poderia ajudá-las, isto não atenta contra o Código de Ética Médica, o Juramento de Hipócrates, as boas práticas em saúde e a prioridade a um atendimento HUMANIZADO, em essência?
- Os pacientes buscadores de uso compassivo típicos são pessoas com tetraplegia ou paraplegia recente, sem alternativa eficaz comprovada, com altíssimo impacto em qualidade de vida e forte risco de dano irreversível. Nesses contextos, o balanço ético risco/benefício parece fortemente justificar oferecer um tratamento experimental:
A burocracia regulatória e a lentidão dos ensaios poderiam negar uma chance “potencialmente única” a pacientes em situação limítrofe; nesse raciocínio, o “primum non nocere” (um dos princípios da atividade médica) se combina com a necessidade de não “abandonar” pacientes à inexorabilidade da tetraplegia enquanto uma intervenção plausível existe.
O excesso de judicialização e de questionamentos/barreiras supostamente técnicos, se não for bem articulado com os protocolos de pesquisa, pode atrapalhar a produção da evidência robusta que todos desejam, inclusive os próprios pacientes.
- Alguns “cientistas” parece que se incomodaram com o fato de muitas pessoas associarem o formato em cruz da proteína laminina a questões religiosas (por exemplo, a poder ser ela um presente de Deus para a humanidade – se Deus criou tudo, vale lembrar que a possibilidade não pode ser logicamente descartada…), ao que a pesquisadora Dra. Tatiana Sampaio, em entrevista, claramente esclareceu que se a forma da proteína é um FATO, a interpretação do fato é livre pelas pessoas, será bem individual e que ela não tem controle ou responsabilidade sobre isto.
- Defender o uso compassivo aqui não significa dizer que a etapa de ensaios clínicos controlados é dispensável; pelo contrário, são essenciais para que um dia a terapia possa ser oferecida de forma segura e ampla no SUS.
Por Dr. Ícaro Alves Alcantara
Citações:
[1] Anvisa: Pesquisa clínica é autorizada para avaliar a … https://www.crfgo.org.br/noticia/id/1116/noticia-titulo/anvisa-pesquisa-clinica-e-autorizada-para-avaliar-a-seguranca-do-uso-da-polilaminina-em-humanos
[2] Polilaminina e os caminhos para regenerar a medula https://www.sciencearena.org/noticias/polilaminina-e-os-caminhos-para-regenerar-a-medula/
[3] Polilaminina: pesquisa brasileira reconecta medula de paraplégicos https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2026/02/22/polilaminina-a-substancia-que-reconecta-a-medula-e-traz-esperanca-para-pessoas-com-paraplegia.ghtml
[4] “O resultado técnico não é passível de questionamento”, diz Tatiana Sampaio sobre estudo com polilaminina https://cultura.uol.com.br/noticias/74142_o-resultado-tecnico-nao-e-passivel-de-questionamento-diz-cientista-tatiana-sampaio.html
[5] Polilaminina: Tatiana Sampaio defende dados da pesquisa e cogita estudo sem grupo controle https://jc.uol.com.br/colunas/saude-e-bem-estar/2026/02/24/polilaminina-tatiana-sampaio-defende-dados-da-pesquisa-e-cogita-estudo-sem-grupo-controle.html
[6] Polilaminina: o que se sabe até agora sobre o tratamento … https://www.medway.com.br/conteudos/polilaminina-o-que-se-sabe-ate-agora-sobre-o-tratamento-experimental-para-lesao-medular/
[7] Medicamento experimental brasileiro mostra avanços em … https://www.portaltri.com.br/noticias/42553/medicamento-experimental-brasileiro-mostra-avancos-em-pacientes-paraplegicos
[8] Anvisa autoriza pesquisa clínica para avaliar a segurança … https://site.cff.org.br/noticia/Noticias-gerais/06/01/2026/anvisa-autoriza-pesquisa-clinica-para-avaliar-a-seguranca-do-uso-da-polilaminina-em-humanos
[9] Anvisa autoriza pesquisa clínica para avaliar a segurança do uso da … https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/anvisa-autoriza-pesquisa-clinica-para-avaliar-a-seguranca-do-uso-de-polilaminina-em-humanos
[10] Ministério da Saúde e Anvisa anunciam aprovação de estudo … https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2026/janeiro/ministerio-da-saude-e-anvisa-anunciam-aprovacao-de-estudo-clinico-para-tratamento-inovador-de-lesoes-na-medula-espinhal
[11] ANVISA autoriza estudo clínico de fase 1 com Polilaminina no Brasil https://bcrj.org.br/anvisa-autoriza-estudo-clinico-de-fase-1-com-polilaminina-no-brasil/
[12] TRF3: Justiça Federal autoriza uso compassivo de polilaminina … https://www.sedep.com.br/noticias/trf3-justica-federal-autoriza-uso-compassivo-de-polilaminina-para-paciente-tratar-lesao-da-coluna-cervical/
[13] Justiça Federal mineira autoriza uso de medicamento experimental … https://sjmg.trf6.jus.br/justica-federal-mineira-autoriza-uso-de-medicamento-experimental-para-paciente-com-lesao-medular/
[14] Nota de esclarecimento – Cristália https://www.laboratoriocristalia.cl/releases/nota-de-esclarecimento
[15] Paciente em Goiás recebe polilaminina por decisão judicial – via @podergoias https://www.podergoias.com.br/materia/25357/paciente-em-goias-recebe-polilaminina-por-decisao-judicial
[16] HUOP aplica polilaminina para assistência a paciente com … https://www.parana.pr.gov.br/aen/Noticia/HUOP-aplica-polilaminina-para-assistencia-paciente-com-lesao-medular
[17] Justiça Federal autoriza uso compassivo de polilaminina … https://web.trf3.jus.br/noticias-sjsp/Noticiar/ExibirNoticia/2048-justica-federal-autoriza-uso-compassivo-de-polilaminina
[18] Polilaminina e Acesso à Saúde: Uma Análise Jurídica da … https://favarettoadv.com.br/polilaminina-e-acesso-a-saude-uma-analise-juridica-da-decisao-que-autorizou-uso-compassivo/
[19] Proteína da placenta ajuda a recuperar movimentos após lesão … https://www.faperj.br/?id=858.7.1
[20] Sociedades científicas pedem cautela e precisão em debate sobre … https://www.acessa.com/noticias/2026/02/311416-sociedades-cientificas-pedem-cautela-e-precisao-em-debate-sobre-polilaminina.html
[21] Pesquisadores pedem cautela em debates sobre polilaminina https://www.poder360.com.br/poder-saude/pesquisadores-pedem-cautela-em-debates-sobre-polilaminina/
[22] Entidades científicas alertam para riscos no uso da … https://folhadosudoeste.com.br/2026/02/21/entidades-cientificas-alertam-para-riscos-no-uso-da-polilaminina/
[23] Polilaminina: NÃO há Evidência de Cura de Paraplégicos ou … https://www.wellingtonlunz.com.br/post/polilaminina-nao-cura-paraplegicos-ou-tetraplegicos
[24] Polilaminina: a molécula descoberta no Brasil ‘por acaso’ … https://www.bbc.com/portuguese/articles/c5y3zvv822jo
[25] ‘Não é surpresa, o esperado é que ela funcione’, diz pesquisadora … https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0q3l8gk759o
[26] Decisões pró-polilaminina podem atrasar pesquisas e não … https://www.acessa.com/noticias/2025/12/300679-decisoes-pro-polilaminina-podem-atrasar-pesquisas-e-nao-seguem-criterio-tecnico-afirmam-especialistas.html
[27] Polilaminina e o dano ao letramento científico https://revistaquestaodeciencia.com.br/artigo/2026/02/20/polilaminina-e-o-dano-ao-letramento-cientifico
[28] Judicialização do uso da polilaminina dificulta pesquisas https://revistaoeste.com/saude/judicializacao-do-uso-da-polilaminina-dificulta-avanco-das-pesquisas/
[29] Acesso judicial à polilaminina não inclui acompanhamento clínico https://www.poder360.com.br/poder-saude/acesso-judicial-a-polilaminina-nao-inclui-acompanhamento-clinico/
[30] Entidades científicas pedem cautela sobre uso da polilaminina https://gazetadoparana.com.br/artigo/sbpc-abc-cautela-polilaminina-lesao-medular
[31] Polilaminina: entidades científicas pedem cautela para evitar … https://portal.sbpcnet.org.br/noticias/polilaminina-entidades-cientificas-pedem-cautela-para-evitar-expectativas-desproporcionais-com-o-medicamento-ainda-em-testes/
[32] Cientistas pedem cautela sobre polilaminina, molécula testada no … https://www.diariodenoticias.com.br/materia/cientistas-pedem-cautela-sobre-polilaminina-molecula-testada-no-tratamento-de-lesoes-medulares
[33] Tatiana Sampaio defende fazer estudo de polilaminina sem grupo … https://viva.com.br/saude-e-bem-estar/tatiana-sampaio-defende-fazer-estudo-de-polilaminina-sem-grupo-controle.html
[34] Polilaminina: Tatiana Sampaio defende dados da pesquisa e cogita … https://istoe.com.br/polilaminina-tatiana-sampaio-defende-dados-da-pesquisa-e-cogita-estudo-sem-grupo-controle
[35] Polilaminina e o dano ao letramento científico https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/artigo/2026/02/20/polilaminina-e-o-dano-ao-letramento-cientifico
[36] Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional https://www.coffito.gov.br/nsite/?p=37287
[37] Audiência Pública vai discutir uso da Polilaminina em … https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2026/02/25/audiencia-publica-vai-discutir-uso-da-polilaminina-em-lesoes-medulares
[38] Notícias Gerais https://site.cff.org.br/noticia/Noticias-gerais/03/02/2026/polilaminina-avanca-em-testes-clinicos-e-reacende-expectativas-no-tratamento-de-lesoes-medulares
[39] Informações sobre a Polilaminina https://www.cristalia.com.br/releases/informacoes-sobre-a-polilaminina
[40] Polilaminina poderá ser oferecida gratuitamente pelo … – CFF – Notícia https://site.cff.org.br/noticia/Noticias-gerais/25/02/2026/polilaminina-podera-ser-oferecida-gratuitamente-pelo-sus-apos-aprovacao-regulatoria
[41] Polilaminina – Wikipédia, a enciclopédia livre https://pt.wikipedia.org/wiki/Polilaminina
[42] Polilaminina: Tatiana Sampaio defende dados da pesquisa e cogita … https://circuitomt.com.br/polilaminina-tatiana-sampaio-defende-dados-da-pesquisa-e-cogita-estudo-sem-grupo-controle/
[43] Paciente que recebeu polilaminina por ordem judicial relata … https://www.cristalia.com.br/midia/paciente-que-recebeu-polilaminina-por-ordem-judicial-relata-emocao-ao-mexer-o-pe-e-a-perna
[44] Latinofarma – Cristália https://www.cristalia.com.br/latinofarma/en
[45] Se um paciente melhora depois de receber uma substância… isso … https://www.instagram.com/reel/DVJTA_egNlJ/
[46] Anvisa autoriza pesquisa clínica para avaliar a segurança … https://rn.cff.org.br/noticia/Noticias-gerais/06/01/2026/anvisa-autoriza-pesquisa-clinica-para-avaliar-a-seguranca-do-uso-da-polilaminina-em-humanos
[47] Polilaminina e o direito à recuperação – Migalhas https://www.migalhas.com.br/depeso/449523/polilaminina-e-o-direito-a-recuperacao




