A indústria do Glúten não quer te perder!

E a indústria do glúten continua tentando “não perder” você como “fiel consumidor” ou recuperá-lo.

Olhe só esta “chamada” para você ler matéria, em site de notícias amplamente conhecido: “Dieta sem glúten favorece contaminação por arsênio e eleva risco de doenças” (em https://www.uol.com.br/tilt/ultimas-noticias/redacao/2017/02/15/dieta-sem-gluten-favorece-contaminacao-por-arsenio-e-eleva-risco-de-doencas.htm).

Dá vontade de ler, não é? Mas olhe os problemas do título e da matéria jornalística:

✅ Dieta sem glúten só favorece contaminação por arsênio, metal tóxico, se quem tira o glúten coloca no lugar um monte de arroz, em variadas formas (erro ainda comum, infelizmente, mas ficando menos frequente à medida que as pessoas informam-se com mais qualidade). O ideal, portanto, é ter uma reeducação alimentar que reduza na dieta a quantidade de farinhas, carboidratos (açúcares), ou os malefícios não serão só do arroz mas sobretudo do excesso de açúcar (confira em: www.icaro.med.br), o que é perfeitamente possível sobretudo com acompanhamento nutricional funcional competente e que valorize a questão.

✅ A reportagem assume que quem elimina o glúten consome mais arroz (e derivados) e “necessariamente” aumenta o arsênio no corpo, elevando assim o risco de doenças. Ou seja, são várias especulações tendenciosas que levam o leitor a “concluir”, sem questionar, que não deve eliminar o glúten para evitar adoecer; uma piada de muito mau gosto! O texto tenta apresentar a “dieta sem glúten” como um mero modismo, o que não é verdade. O glúten é prejudicial para a maioria das pessoas e reportagens assim parecem ser esforços da indústria do glúten para tentar “reabilitar” seu produto nocivo, não concorda? Confira os danos e convença-se de uma vez por todas com as evidências em www.icaro.med.br/GLUTEN.

✅ Já foram conduzidos estudos sobre esta suposta “maior intoxicação por arsênico” e outros metais pesados por parte de quem consome mais arroz e derivados, e não foi encontrada quantidade absolutamente perigosa para a saúde, salvo em casos de francos excessos cronicamente cometidos.

✅ Quando a reportagem fala de “Mitos e verdades sobre o glúten”, comete vários equívocos curiosos. Um deles é afirmar que quem elimina o glúten da dieta geralmente reduz carboidratos, mas em outro trecho, afirma que quem faz isso consome mais arroz e derivados. É contraditório dizer as duas coisas “juntas”, uma vez que a maior parte do arroz é composta de carboidratos!

✅ A maioria das pessoas apresenta sensibilidade não-celíaca ao glúten (por vários mecanismos diferentes, que explico aqui: www.icaro.med.br/GLUTEN) e muitos têm a Doença Celíaca não diagnosticada, mas ainda assim insistem em dizer por aí que “glúten não faz mal para a maioria”… Seriam subdiagnósticos indevidos ou subvalorização dos sintomas ou distúrbios?

Entendeu? Cuidado com o que lê por aí… Sobretudo quando a “leitura” fica só nos títulos e “conclusões”!

Este texto e/ou vídeo tem caráter puramente informativo e, de modo algum, pretende substituir a consulta ou o diagnóstico de um profissional de saúde capacitado e bem atualizado sobre o assunto. Também não tem a intenção de prescrever hormônios, suplementações, exames, entre outros. Caso tenha apreciado as dicas apresentadas aqui, é recomendável levar para avaliação de um profissional de saúde de sua confiança, para que, juntos, avaliem a sua adequação ao seu caso específico.

Em caso de urgência ou emergência, procure um pronto-socorro ou um médico de confiança.

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